Visto, por onde começar?

A principal parte quando decidimos mudar de país é se certificar de que existe uma possibilidade de visto e escolher uma que se encaixe com tudo o que você pretender fazer durante seu intercâmbio ou mudança definitiva.

Isso significa que não vou aconselhar ninguém a pegar visto de estudante pra chegar no lugar e procurar trabalho.

O visto vai garantir seus direitos e principalmente seu sossego, é horrível estar sob custódia de uma mentira ou fato duvidoso sendo que não pode mudar sua vida do dia pra noite.

Imagina se você pega um visto pra estudar e só trabalha, usa esse visto como pretexto pra viver no país e estudar que é bom, nada.
Um dia, sem mais nem menos, podem entrar na sua casa com o pedido de que você fecha uma mala e vá embora. É humilhante e vai te fazer sofrer muito, principalmente se você tiver amor pela cidade, porquê você nunca mais vai poder voltar. Já imaginou?

Bom, vamos a minha história sobre o visto. Entrei no site do UKBA, que é a autoridade responsável por emitir vistos e autorizações pra entrada no UK.

Tem um box que te permite testar se você precisa de um visto ou não e qual é o mais indicado.

A minha situação era a seguinte: O Cleber recebeu uma proposta pra morar e trabalhar em Londres da agência Ogilvy. Precisávamos de um visto que permite o trabalho e vivência. Mas colocando nas caixinhas essa situação, as seguintes sugestões eram dadas pelo site: “Vistos Tier 1, Tier 2, Tier 5, domestic worker in a private household, representative of an overseas business”.

Na época li sobre os vistos e avaliei a porcentagem de aprovação, facilidade e demora do visto pra ser aprovado. Nos deixou super desanimados, mas não desisti e comecei a pesquisar sobre vistos linkados com trabalho, passaportes, etc.

E então descobri o visto que mais se encaixava em nossa situação: EEA – Family Permit
Como eu tenho cidadania portuguesa, que dá direitos de morar e trabalhar no Reino Unido, esse visto permite estender todos esses direitos a um familiar.

Pra poder solicitar o EEA Family Permit é preciso demonstrar provas de uma relação estável com no mínimo três anos (ou ser familiar de primeiro grau – mãe, pai, irmãos – neste sem limite de tempo mínimo, claro), fundos para se sustentar no UK por seis meses ou uma proposta de trabalho de algum dos lados (mulher/homem), mais um montão de documentos e formulários.

A gente só precisava esperar dois meses pra completar os três anos, então escolhemos essa opção e resolvemos trabalhar, ralar e montar uma application pra este visto.

Atenção: Precisa ler e destrinchar os formulários pra enviar a solicitação do visto com total atenção e fazer de uma forma organizada e única. Mas sobre os documentos e os processos pra tirar o primeiro visto (sim ,já estamos no segundo!) eu vou contar no próximo post.

Então avalie com cuidado e preencha aquele formuláriozinho lá em cima com todas opções que tiver, inclusive as mais absurdas, como acompanhante de um familiar, no nosso caso. ;)

Espero que curtam esse primeiro post, teremos três com todas explicações sobre o processo até conseguir cinco anos de sossego pra morar e trabalhar no UK.

Beijos
Alê

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Good Life – Músicas que encorajam

Andei conversando bastante com o Zerrenner, sobre como dividiremos a cronologia dos nossos posts, pois nossa intenção primordial com o blog era conseguir contar histórias para amigos mais próximos e família com mais facilidade. Demoramos pra colocar tudo no ar e só temos o blog transferio graças ao Renan que me encorajou a usar um layout provisório, afinal tô devendo um mês de história pra todo mundo.

Felizmente acabamos caindo no gosto de muita gente que vai viajar, não necessariamente pra cá, e vamos colocar todos os nossos passos pra ajudar quem está passando por isso, ou vai passar em breve. Então aguardem, aqui vai ter dicas sobre como trazer seu pet pra morar contigo, dica de um tipo de visto incomum e com poucas informações na internet (que é o que o Zerrenner tem) e o passo a passo de como conseguir uma conta no banco, um telefone pós pago, internet e montar sua vida fora do país. ;)

Hoje vou falar basicamente sobre algo super lúdico, eu acredito muito no destino, mensagens divinas, lei do retorno e essas coisas.

Ontem comentei com a Lalai sobre o post do Zerrenner falando do Spotify, e ela me deu uma dica de como encontrar músicas novas pra mudar um pouco a playlist.

Lá na aba ‘What’s New’, tem o ‘Top Lists’ e dá pra selecionar por local, álbum, artista e track.

Ontem resolvi usar essa aba, deixar as músicas tocando. Começou a música Good Life do One Republic (Está em nono lugar na lista deles), eu já tinha ouvido em ambientes por aí, mas nunca tinha parado pra prestar atenção.

Como estou num momento confuso da minha vida, que envolve muito saudosismo e felicidade pelo novo estilo de vida, meus olhos encheram de lágrimas e fiquei rindo que nem uma tonta. Parece que a letra foi feita pra mim e pra todo mundo que teve coragem o suficiente pra largar um castelo em construção na terra natal e foi pra um país desconhecido com uma mochila nas costas, pra recomeçar.

O clipe da música tá aí embaixo, e as partes da letra que me tocam embaixo dele. ;)

Woke up in London yesterday | Don’t really know how I got here |
New names and numbers that I don’t know | Day turns to night, night turns to whatever we want
We’re young enough to say | This has gotta be the good life | This could really be a good life
My friends in L.A. they don’t know | Where I’ve been for the past few years or so
When you’re happy like a fool | Let it take you over | When everything is out | You gotta take it in
I feel like there might be something that I’ll miss | I’m taking a mental picture of you now |
The hope is we have so much to feel good about.
 

Como pode uma música mudar tanto meu humor e percepção das coisas? :)

Beijos e good life pra todo mundo.
Alê

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