Viajar dentro da Europa: Avião, Trem, Carro ou Ônibus?

Qual a melhor opção para viajar dentro da Europa? Avião, Trem, Carro ou Ônibus?

Nós só não fizemos ainda viagem de carro então não temos a resposta definitiva, mas no feriado de páscoa testamos mais uma alternativa de viagem e temos aqui um comparativo entre essas opções.

A páscoa é o feriado mais longo aqui na Inglaterra e em vários países europeus, mas como estávamos sem os passaportes devido à renovação do meu visto, tínhamos decidido ficar em Londres mesmo. Mas antes do que esperávamos o visto ficou pronto e tivemos pouquíssimo tempo pra decidir pra onde viajar. Tudo estava absurdamente caro, não tinham mais vôos, trens e nem vagas em hotéis de qualquer destino que queríamos. Achamos então uma opção barata, mas cheia de aventura: viajar de ônibus por 12 horas de Londres para Amsterdam.


O preço da passagem é tentador: £70 por cabeça, ida e volta. Mas pesquisando com antecedência e paciência é possível achar passagens de avião (1h de viagem) e trem (5h de viagem) por preços entre £70 e £150. Com isso, de cara já deixa o custo-benefício do ônibus elevado. A maior vantagem que existe é a busca de passagens. Há embarques praticamente de hora em hora, com o mesmo preço. Isso te permite comprar a passagem exatamente no horário que favorece suas saídas e chegadas. Outro ponto bom é que, como as viagens de trem, o ônibus sai e chega nos grandes centros das cidades, eliminando aquele gasto de tempo e dinheiro extra com transporte que temos quando nos deslocamos até um aeroporto distante.

A partida
O ônibus sai da estação Victoria, no centro de Londres. Nosso embarque era 22:00 na quinta-feira, véspera do primeiro dia do feriado. A rodoviária estava cheia de gente, sem muita organização de filas e com a desvantagem de não ter assentos marcados, como no avião e no trem, o que te obriga a chegar com bastante antecedência e brigar por um lugar na frente da fila, que se acumula 30 minutos antes de abrir o portão de embarque. Rola um pouco de desconforto e stress. Pontualmente o ônibus sai e começa uma briga contra o tempo para se livrar do trânsito de Londres e chegar rápido na estrada, pois as balsas que fazem a travessia Inglaterra-França tem horários muito espaçados. Se o motorista chegar ao porto atrasado, tem que esperar muito tempo até a próxima balsa. Isso faz a viagem variar entre 8 e 12 horas de trajeto.

O ônibus
É tão pouco confortável quanto um avião de vôo doméstico, mais próximo do que se vê em empresas aéreas low-cost, como EasyJet e Ryanair. Não é de todo o mal, dá pra pegar no sono se viajar de madrugada como fizemos, mas fica longe do conforto do trem. O comportamento das pessoas depende da sorte. Na ida fomos tranquilos, todos comportados. Na volta tinha gente brigando por besteira, gente “alegre demais”, criança chorando… só faltou aquele grupinho de excursão com violão tocando Legião Urbana. Ainda sim, ok. Aceitável.

A balsa
A travessia de balsa entre Dover (UK) e Calais (França) foi a parte mais difícil da viagem. Chegamos ao porto 15 minutos atrasado devido ao trânsito do feriado e tivemos que esperar a próxima balsa por aproximadamente 2h30. A imigração funciona de uma forma meio ingrata. Basicamente você depende do sucesso dos outros passageiros pro seu ônibus perder menos tempo na fronteira. Alguns ônibus são sorteados para revista de bagagem e o nosso justamente foi um dos escolhidos na ida. A espera na fila da balsa só não fica mais entediante porque há um prédio com café, uma loja de conveniência, um Burger King e banheiros. Detalhe: o BK estava fechado de madrugada.

A pior parte é que quando os carros, caminhões e ônibus entram na balsa, todo mundo tem que sair e subir para um salão com sofás, restaurantes, shopping, por motivos básicos de segurança em alto mar. O problema disso é que o período entre chegar ao porto, passar pela imigração e revista, esperar a balsa, entrar na balsa e sair da balsa já na França, é o momento em que você fica sem dormir. Bem cansativo. A travessia demora entre 1 e 1h30.

Chegada em Amsterdam
Após 11h30 viajando entre Inglaterra, França, Bélgica e Holanda, chegamos à Amsterdam, um pouco amarrotados e cansados, mas sem muito sono e sem grandes dificuldades. O táxi foi bem barato até o hotel, já que a cidade é minúscula. A volta foi nos mesmos parâmetros da ida, então não precisa de muitos detalhes aqui.

Mas enfim, compensa viajar de ônibus na Europa?

Depende. Depende da sua necessidade. Eu diria que compensa se você não tiver opção barata de compra de passagens. Pagar £250 em uma viagem curta como Londres-Amsterdam é inaceitável pra mim. Então no momento onde não achamos passagens de trem e avião que compensavam, recorremos ao ônibus. Valeu a pena porque era o que podíamos. Mas no geral, não recomendo. O ideal é procurar passagens com muita antecedência, ficar de olho nas promoções malucas da Ryanair e também no site da Expedia.

Acredito que ainda sim, cabe um estudo em viagens mais curtas que não dependam de imigração, como Paris-Amsterdam-Bruxelas. Esse eixo tem um trajeto bem mais curto, bem menos cansativo e deve valer a pena.

As passagens de ônibus podem ser encontradas no site da Eurolines.

Comparativo

Conclusão

Dê preferência à viagens de trem quando o destino não for muito longe. Geralmente acaba indo mais rápido que avião, pois além de sair e chegar nos centros das cidades, o embarque e desembarque são mais rápidos que no aeroporto. Muito mais confortável e menos cansativa, a viagem de trem ainda te permite levar mais bagagem que no avião.

Avião fica como segunda opção, quando a distância do destino tomar muito menos tempo que na viagem de trem, ou então quando se achar bons preços de passagens, como achamos ano passado de Londres para Estocolmo por £80 (duas passagens, ida e volta).

Carro é uma opção pra quem gosta de dirigir. Dá pra alugar um carro e pegar a balsa, que custa aproximadamente £60 (ida e volta). Se dividir esse custo em 4 ou 6 pessoas (dependendo do tamanho do carro) fica acessível e pode ser uma viagem bacana. O trecho Londres – Amsterdam se faz em torno de 6 horas. Um pouquinho mais que São Paulo – Rio de Janeiro.

Não descarte uma viagem de ônibus, mas deixe ela sempre como última opção. É o que fizemos :)
Em breve contaremos como foi a viagem pra Amsterdam, com boas dicas de onde comer.

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O trânsito emocional

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É engraçada a sensação que se tem ao sentar pela primeira vez no banco de um carro para aprender a dirigir. Dá um misto de poder, liberdade e frio na barriga.

Mas quando você engata a primeira marcha e acelera pra valer o frio na barriga deixa de ser ansiedade e vira insegurança medo. Medo de fazer algo errado, de se machucar e claro ferir alguém.

No início se dirige com calma e empenho em ter atenção geralmente atrapalha-se. Mas não é proposital, afinal enquanto está na época de aprendizado você vai errar, virar algumas ruas sem dar seta, passar na frente de outras pessoas sem olhar por onde anda e foder mudar  o caminho de algumas outras que já estavam no mesmo que você.

Só que amigo, o êxtase, aquele que domina o prazer de sentir O NOVO, o desejado momento desta primeira volta, não lhe permite perceber tudo á sua volta além do mecânico. Esse êxtase cega.

Mas com o tempo se aprende os traquejos da direção e quase como automaticamente você já sabe o que fazer, a hora de mudar a macha, a forma de “jogar” o carro para mudar de vida faixa, onde correr e principalmente a hora de brecar.

No modo automático, tudo fica mais prático, e você se sente mais seguro: Dono de si, do mundo e do controle até… bater o carro.

Ao sair do dito cujo olhar o estrago feito, fazer as contas do seguro, o tempo que vai ficar sem seu veículo, sempre rola um pensamento do tipo: E se eu não tivesse mudado de faixa? E se eu tivesse brecado antes disso tudo?

E SE NADA AMIGO, não pense no que você poderia ter feito, quem vive de passado fode mal.  >Já diria um grupo de amigos meus.

Mude de faixa, corra, viva. Aquele que não acelera é o qual nunca vai sentir nada com a intensidade que você sente. Quanto ao coração carro: Tem conserto! Depois de algumas novas voltas e peças chave dentro dele trocadas tudo volta ao normal, ou muda pra melhor.

Meu conselho pra você ter uma bela trip é: Se permita sentir a força do vento bater no rosto e cada lágrima que cair dos teus olhos permita ser amparada  por um belo par de faróis de neblina que ilumina imperceptívelmente enquanto traz beleza em cada movimento que fizeres.

Vá acelerando sem olhar para as rotações por minuto, teste de verdade os limites: Viaje, cante alto, saia todos os dias de casa sem hora pra voltar e quem sabe um dia até salte de para quedas.

Faça do seu percurso uma bela viagem, com direito a um filme para contar as histórias pelas quais passaste.

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07
mai 2009
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