Restaurant Pelikan, uma real experiência gastronômica sueca.

Antes de ir pra Estocolmo, pedi umas dicas gerais pro meu chefe Rory (many thanks for the tips!), que morou lá antes de vir pra Londres. Dentre várias dicas de passeios bacanas, ele me indicou um autêntico restaurante sueco, onde eu poderia encontrar carne de Alce ou Rena, além de especialidades do mar (que os escandinavos são craques).

Domingo então fomos almoçar no Pelikan, um restaurante que foi fundado em Estocolmo, acreditem, em 1660! Nessa época o Brasil ainda era um misto de portugueses e índios. Claro que mais de 350 anos depois o restaurante não fica mais no local de origem. Mudou-se muito até o último endereço, desde 1904, um salão clássico com móveis antigões de madeira escura e aquela decoração bem rústica que te faz voltar no tempo e imaginar como era aquele lugar 100 anos atrás.

Peguei aquele cardápio de papel amarelado, que parecia datilografado na Olivetti, e fui logo procurar a carne de Alce, pois estava muito curioso para experimentar algo bem local. Li, reli, procurei até em sueco e não achei. Chamei a educadíssima simpática – como quase todos os suecos que conversamos – garçonete e ela me explicou que o prato com carne de Alce estava escrito em uma placa com as especialidades da casa. Não pestanejei e escolhi esse, já que fui lá pra isso! A Alê pediu um filé de peixe assado que também estava no menu de especialidades.


Meu prato:

A carne de Alce primeiramente é congelada, depois colocada no forno em baixa temperatura para cozinhar por três dias! Então eles deixam esfriar e cortam fatias ligeiramente mais grossas que um Carpaccio e servem o prato frio mesmo, acompanhado de conserva de cogumelo Chanterelle, cebola roxa, cebolinha e orégano fresco. À parte vem uma batata gratinada, que é a única parte quente do prato.

A carne é muuuuito gostosa, tem textura e consistência de uma carne defumada, porém com gosto e aroma diferente. Ela não chega a cozinhar completamente, mas fica longe de parecer carne crua. O Alce tem pouca gordura, é muito saudável e sua carne é muito macia – pelo menos no modo “slow cooked” que eu experimentei. Os acompanhamentos não deixaram por menos, uma delícia :)

Prato da Alê:

Filé assado de um novato Pike, um peixe nativo da América do Norte, Escandinávia e Sibéria que eu nunca tinha ouvido falar. Tentei traduzir e em português o nome é “Lúcio”. O filé vem servido com tomate assado, ervas frescas, limão e manteiga marrom, acompanhado com um purê de batatas.

Como roubei um pouco do prato da Alê, posso comentar sobre:
O peixe é sensacionalmente fresco e derrete na boca. No preparo não tem nada de especial, mas a qualidade dos peixes consumidos por aquelas bandas é realmente um grande diferencial no paladar. Quando morei na Noruega comia peixe praticamente 4 dias por semana. Até porque o salmão é mais barato que a carne moída.

Como temos certeza que voltaremos para Estocolmo o mais breve que pudermos, ainda voltaremos ao Pelikan para desbravar as receitas suecas mais tradicionais que pudemos provar. O Pelikan é uma verdadeira lenda sueca. Muito provavelmente não teria ouvido falar dele sem a ajuda de alguém que morou lá. Quem for pra Estocolmo, deve passar lá!

 

  

Restaurant Pelikan
Endereço:
Blekingegatan 40
116 62 Stockholm, Sverige
Mapa

Telefone: +46 08 55 60 90 90

www.pelikan.se

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Síndrome de Estocolmo: Como me apaixonei pela cidade que roubou meu dinheiro

Nunca imaginei que fosse possível passar um fim de semana em Estocolmo, mas realizei esse feito no último sábado.

Quando o Cleber e eu nos mudamos para Londres, vimos uma promoção de passagens e resolvemos comprar a mais barata, sem pensar no destino. E por £12 mais taxas compramos as passagens para ir para Estocolmo.

Passaram os meses e obviamente nos lembramos da viagem em cima da hora. Quando começamos a procura por hotel/hostel descobrimos que o que se economiza com a passagem de avião, vai ser gasto por lá antes mesmo de você chegar. Estocolmo é cara, tudo lá é ‘super valorizado’.

A primeira coisa que procuramos foi o Hotel, ficamos em um muitíssimo bem localizado e com um café da manhã delicioso, o Adlon Hotel. Fizemos nossa reserva pelo Hoteis.com pois tínhamos um voucher delícia que nos ajudou bastante na viagem.
Essa dica é boa: Se o valor nas tarifas em R$ e na moeda do país são iguais na hora da conversão, compre no Hoteis.com ou no site que te cobre em reais, pois você não paga o IOF. ;)

Pegamos o vôo às 6h e chegamos ao aeroporto Skavsta ainda de manhã.

Tínhamos levado conosco £100 em dinheiro, pois o resto usaríamos no cartão mesmo e nos assustamos com o valor que tínhamos que pagar no ônibus até a estação central de Estocolmo: 234 SEK, o que corresponde a £23 ou R$ 62 por pessoa!!!!! É o valor do trem rápido dos aeroportos de Londres, só que em um ônibus que leva 1:30 pra chegar até Estocolmo. Ficamos abismados com o valor e alí foi metade do dinheiro em espécie que tínhamos. A viagem no ônibus é bem bonita, tem paisagens extremamente exuberantes e o ônibus é confortável.

Chegamos na estação T-Centralen e lá mesmo pegamos um mapa da cidade e em menos de 5 minutos estávamos na cara do hotel. Fizemos check-in, subimos, deixamos as malas, esticamos as pernas e saímos para desbravar Estocolmo em apenas dois dias. :P

Seguimos a pé durante praticamente todo o sábado, a cidade é bem pequena e acho que faríamos todo o percurso dos dias a pé se não estivesse tão frio.

Subimos até o bairro de Gamla Stan, a “Old Town” deles, e ficamos maravilhados. É uma delícia andar por alí!
Cada beco diferente, ruas de paralelepípedo, lojinhas e claro, Vikings fake assustando as pessoas.
Achei curioso, que em restaurantes e bares você pode pegar um ‘cobertorzinho’ para cobrir as pernas, por conta do frio.

Encontramos uma loja que vende “Personal Trolls”. Sabe aqueles duendes que você deixava maçã pra eles ‘cuidarem’ de algo pra você? Então, é tipo isso, mas eles vendem vários tipos de gnominho, cada um com uma função. Um deles serve pra você xingar e colocar a culpa de tudo que não pode assumir, nele; Outro é feito pra guardar seus segredos e ajudar a realizá-los e assim por diante… fofo!

Das milhares de coisas que vimos, nos encantamos com a bela igreja St. Gertrude’s Church, toda feita de ouro e escondida no meio do bairro… Inspirador!

Seguimos descobrindo os becos e construções fofas, deu muita vontade de comprar luvas, cachecóis e boininhas. Tinham umas coisas muito lindas, mas como podem imaginar, CARAS DEMAIS!

Resolvemos almoçar e não conseguíamos encontrar o restaurante que o Zerrenner tava doido pra ir, então escolhemos um dos Italianos na entrada do bairro de Gamla.

Entramos e sentamos em uma das mesas, o lugar é super pequeno e estava vazio, até desconfiamos.

Pedi uma lasanha e o Cleber foi de canelloni com recheio de ricota e molho branco. Só de pensar naquela comida, minha boca enche de água, sinto o cheiro… Deliciosa! Além disso experimentamos uma nova Cidra (Xide – Cactus Lime) e é oficial: As melhores cidras são as Suecas!

Caso queira ir no restaurante, o nome é Carpe Diem e fica em Storkyrkobrinken 11 - Stockholm 111 28 (É impossível ler os nomes das ruas e não pensar: QUEEE????).

Após esse almoço maravilhoso, andamos até a porta do Vasa Museum (é uma bela caminhada, viu?) contornando a marina e apreciando a cidade.
Essa é uma das coisas que mais amamos fazer, andar pela cidade e reparar em cada partezinha bonita que ela pode nos oferecer.
Vimos o pôr-do-sol com direito a revoada de pássaros e água do mar.

Na volta resolvemos pegar um Tram, pois estava bastante frio. E mais uma vez nos assustamos com o valor do bilhete, tanto que compensou comprar o de 24 horas, que vale para todos os meios de transporte. Custou mais ou menos £10 (R$ 30) por bilhete! Um absurdo de caro…

Andamos um pouco pelas redondezas do hotel, pois estávamos animados com a beleza de Estocolmo pela noite. Tudo é muito organizado e a cidade faz você se sentir tão seguro e bem, que qualquer problema de segurança que enfrentamos no Brasil e fora dele é totalmente esquecido. Voltamos para o hotel e jantamos por lá mesmo um delicioso Mc Donald’s! hahahaha
Lá tem vários Mc’s, diferente de Londres que tem pouquíssimos, e de sábado a noite fervem de gente. Fiquei um tempão na fila. :O

No dia seguinte acordamos cedo e tomamos um super café da manhã no Hotel Adlon.
Já voltamos pro quarto e arrumamos nossas malas, o bom é que eles tem um local pra guardar bagagens de hóspedes (tipo uma chapelaria) que ainda passarão o dia na cidade (coisa que nem todo hotel tem).

Passeamos um pouco na vizinhança e entramos numa loja lindona de Design, e claro babamos em tudo o que pudemos. A Design Torget, tem de tudo: utensilios de cozinha, brinquedos, ferramentas que ajudam em coisas bobas, e coisas inúteis com fim de decoração.

Depois disso fomos para o Museu Skansen, que é um museu a céu aberto com zoológico embutido.
O lugar é enorme, e se fôssemos ver tudo o que tem lá dentro passaríamos o dia todo apenas lá. Então corremos e vimos os bichos que mais queríamos – Com direito a gritinhos e surtos ao ver um Lince e dois filhotes fofíssimos!


Depois disso passeamos sem destino lá dentro, até que entramos na Oficina de Tipografia, onde tivemos uma aula de como eram feitos jornais em 1838, além de ver de pertinho peças e  folhas super antigas.
Muiiito interessante para Designers e apaixonados por tipografia.

♡ O tiozinho que nos explicou tudo sobre o local, foi super fofo comigo e me deu uma peça “A”, que era usada na montagem de matérias para impressão, como recordação. Um querido!

Antes de sair do ‘parque-museu’ passamos por uma ‘mini fazenda’, onde tive a oportunidade de tocar num cavalo mega lindo. Pra quem tá morrendo de saudades do cachorro, é uma delícia poder ter algum contato com animais… :)

Pegamos o lindo bondinho antigo em direção ao Vasa Museet, que conta e expõe o navio de guerra construído para o Rei Gustavo Adolfo da Suécia. O navio afundou após poucos minutos velejando em sua primeira viagem, em 1628. Ele foi retirado do fundo do mar numa operação minuciosamente contada no museu e reconstruido para ser exposto, é lindo e enorme! :D

Saindo de lá corremos para almoçar num restaurante demais, que vai ficar pro post do Zerrenner. Afinal ele que inventou essa moda. :P
E depois, infelizmente, nossa viagem acabou e fizemos tooooda viagem de volta para Londres – Home, sweet home? É, tô tentando acostumar, mas confesso que prefiro quando colocamos o pé na estrada.

Quer ler um post só com dicas de Estocolmo? Clique aqui! ;D

 

Ninguém quer colocar a gente num programa da Discovery, não? “O Casal pé na estrada” sem precisar comer larvas, please. :P

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Vai para Estocolmo e não sabe o que fazer?

Contaremos no nosso post o que fizemos num fim de semana em Estocolmo.

Tínhamos muitas dicas e infelizmente não conseguimos cumprir muitas delas afinal, num fim de semana dá pra fazer pouco mesmo. De qualquer maneira resolvemos disponibilizar tudo o que nos foi indicado pelos queridos Ola, Lalai, Rory e Steffi.

Aqui tá cheio de dicas *quentes* pra você se apaixonar por Estocolmo também. ;)

Onde ficar? Hotel e Hostel
City Hostel - Bem central e super recomendado por amigos do Tanaka.
The Red Boat  - Já pensou em se hospedar num barco? ;)
Langholmen - Esse hostel era uma prisão, imagina que emocionante se hospedar numa ex-prisão? :P
Adlon Hotel – Ficamos e indicamos muito! :)

Museus (Lá tem MUITOS!)
Skansen Museet - Um ‘museu’ com zoológico, fazendinha e casas para serem descobertas. É lindo pra ir num dia com sol, reserve o dia todo se puder.
Moderna Museet - De arte moderna, dizem que é sensacional mas não deu tempo de visitar. :(
Katarinahissen – Um elevador que possui uma vista maravilhosa de Estocolmo. É £1 pra subir, outra pra descer.
Vasa Museet – Museu que conta e expõe o navio de guerra construído para o Rei Gustavo Adolfo da Suécia. Vale a visita! (Você passa ao menos duas horas dentro dele)
Nordic Museet - Museu lindo por fora e com exposições temporárias, mais o museu sobre história e ‘coisas’ suecas.

Passeios
Gamla Stan - O bairro dos bairros, a cidade velha deles, que é encantadora! :D
Djurgarden – Uma ilha legal com bons bares e restaurantes segundo uma menina que mora lá. Não deu pra ir também. :(

Lojas/ Compras
Asplund - Loja legal com um conceito de design sensacional!
Designtorget – Mais uma loja com designs conceituais.
Se você curte coisas locais vá em Södermalm, que fica próximo a Medborgarplatsen numa rua chamada Götgatan, ou pros lados de de Folkungatan e Bondegatan.
Caso você seja mais “Champs Elysée style”, ou seja, rico (hehehe) vá em Östermalm.

Restaurantes/Bares
Carpe Diem  - Um restaurante italiano bem gostoso e pequenino na entrada do bairro de Gamla Stan
Le Rouge – É restaurante e bar. Indicado por ter ótimos cocktails. ;)
Kvarnen (“The Windmill”) - Se você quer experimentar cervejas Suecas, esse é o lugar!
Pelikan – Um restaurante mais ‘chiquezinho’ com comida típica local com carne de Alce, Rena, Sil (conserva de peixe Araque).

Baladas
Berns – Mais chiquezinho
Debaser – Que tem duas baladas por lá.
Sjögrass – Um bar Jamaicano perto de Mariatorget
Hornstull Strand – Um lugar legal pra ir beber mas lá eles também tme uma pixxxta pra se jogar.
A área de Stureplan tem várias boates. ;)

Se você tiver mais dicas, compartilhe conosco e com todos os leitores! :)

Beijo,
Alê

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19
out 2011
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