Malas, malas… Comprei uma nova!

Quando estava a uma semana de voltar para Londres me vi com a mala de apenas duas rodinhas, uma troca de avião em Paris – sim fiz dois vôos e não um com conexão – mais um longo caminho de metrô (escadas, muiitas escadas!) e rua pra chegar em casa.

Não aguentei e comprei uma mala da Delsey que promete várias coisas:

1) Ser mais leve que as outras, o que permite carregar mais peso pois a mala poupa espaço e quilinhos.
Ela tem uma estrutura forte, porém mais leve e o tecido é maleável. É uma ‘maria-vai-com-as-outras’ da Samsonite, que ainda consegue ter algumas gramas a menos, mas algumas centenas de reais a mais. :(

2) Um ‘mecânismo’ de zíper duplo interligado (ZIP SECURI TECH) que impede a abertura da mala com aqueles esquemas que citei no post sobre como fazer malas, sou aloka da segurança com malas extraviadas e tenho pavor de que me roubem algo então achei isso um ótimo motivo pra que eu a escolhesse.
Essa patente é da marca, que tem exclusividade nesse ‘feature’.

3) Essa belezinha já vem com o cadeado TSA (que também ta naquele post das dicas sobre mala)

4) Tem garantia mundial, o que facilita muito caso eu tenha algum problema com ela por aqui.
Digo isso pois compramos duas malas da marca Sestini, pra mudança e uma delas já está com a roda totalmente travada. Não recomendo a compra apenas por esse motivo, pois ela é bem resistente e tem o espaço interno bem aproveitado, mas infelizmente os rolamentos são péssimos e frágeis. Pra quem vai ir e vir muito com a mala é importante que as rodinhas tirem o peso de nossos braços. ;)
Apesar de termos garantia ela vale só no Brasil, então ficamos com uma mala que é super cara que não nos dá suporte fora do país.

5) Além dos features já esperados: É expansível e possui rodas silenciosas que deslizam deliciosamente em qualquer chão.

 

Então fica a dica, pense em tudo quando for comprar sua mala e não jogue dinheiro no lixo como fizemos, afinal poderíamos reparar ou até trocar a mala que foi danificada indevidamente. :D
E a sua mala, qual é? Conta pra gente!

beijos

Alê

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Decididos

Nunca imaginei que fosse fechar o apartamento que o Cleber e eu montamos com tanto carinho em São Paulo, tão rápido.

Mas aconteceu, dia vinte e seis de Agosto de 2011 saímos de corpo, alma e caixas, muitas caixas repletas de recordações e sentimentos confusos.

Tivemos três meses em Londres para decidir o que seria de nosso futuro, e na primeira quinzena já tínhamos certeza de que a escolha certa é ficar por lá. Então voltamos por um curto período para vendermos nossos móveis, separarmos coisas para doação e resolver o que ficaria guardado por aqui.

Hoje, dia 29 de Agosto o Cleber voltou para Londres pois tem que trabalhar e eu fiquei resolvendo nossos problemas por aqui, para deixar tudo (na medida do possível) organizado.

Desde que começamos a ficar nunca estivemos longe, sem se ver, por mais de cinco dias seguidos. Então essa situação que estou passando é uma novidade tremenda: Uma grande distância, por onze dias nessa vida totalmente nova… Pra muitos parece bobeira, mas para mim é complicadíssimo e extremamente desconhecido.


São 21:47, e deixei o Cleber as 9:00 no aeroporto com minha sogra, é como se tivesse levado o meu amado para trabalhar e espero ele voltar de um dia cheio de trabalho, estou com uma bolha de gás em meu estômago e uma saudade enorme. Não faço ideia de como serão esses próximos dez dias dividida entre querer estar aqui e lá. E com o peso de resolver tudo aqui, sozinha.
Estou encarregada de fechar contas no banco, traduzir todos nossos documentos, providenciar tudo o que precisamos levar do Brasil para Londres (como por exemplo meu desodorante inseparável DAP, sem cheiro que não vende por lá, pimentas biquinho que não vivemos sem e algumas bolachas Passatempo hahahaha). – Ou seja, tô com a parte mais chata de todas só pra mim!

Enquanto me mato tentando resolver tudo sozinha em tão pouco tempo, vou visitar meus amigos amados e queridos, pois não sei quando voltarei novamente, daqui pra frente muitas incertezas farão parte de nossa vida.

Apenas uma certeza me ronda com essa nossa volta relâmpago para São Paulo: Estamos decididos a mudar sem medo de perdermos tudo o que tínhamos. Dói e alivia ao mesmo tempo, estou ansiosa pelo próximo sentimento que iremos ter.

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29
ago 2011
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Fazer as malas em três dias e despachar com segurança

Esse foi mais um dos nossos desafios pra vir pra Londres: Enfiar tudo o que podíamos em quatro malas, com três dias bem conturbados pra nos organizar. :O
Foi bem difícil, tive que desapegar de mil coisas que amo usar, meus cosméticos e enfim… MUITA COISA. Acompanhe a visão aérea no meio do caos que vivemos nesses dias.

Não foi nem um pouco fácil montar a mala com as coisas que mais gosto, visto que sou uma colecionadora de meias, soutiens, vestidos e saias. Além de ter um guarda roupas bem conservado, e com peças que me servem desde meus 14/15 anos.

Como cheguei no verão de Londres deixei pra trás os casacos exagerados – próprios pra neve e tal, trouxe roupas mais leves e muita, mas muita meia calça. Visto que aqui o calor nunca é como no Brasil, e pra usar uma blusa de alcinhas no vento gelado, acho que levo pelo menos um ano pra acostumar e abusar de roupas de verão.

Deixei a maioria dos produtos de cabelo em casa por alguns motivos:
- A água daqui é bem diferente, cheia de resíduos, não é ‘leve e limpa’ como no Brasil. Ou seja, até produtos de marcas e segmentos iguais, são próprios para a combinação do ambiente.
- O tempo é totalmente diferente também, e isso afeta muito no efeito que os produtos tem no nosso cabelo.
- Dá pra encontrar coisas boas e bem baratas, visto que a minha marca favorita de shampoo, Schwarzkopf, vende aqui em fármácias.

Além de largar pra trás todas as roupas de extremo calor que só terei oportunidade de usar numa viagem para alguns lugares da Espanha ou Itália, que não possuem um verão tão quente quanto o do Brasil.

Feito isso, jogamos tudo o que queríamos levar para a nossa ‘nova casa’ na cama e separamos por coisas mais importantes, para as menos. E focamos na organização prezando pelo espaço nas malas, ou seja, tudo chegou mais amassado que cara de tataravó aqui.

Aqui vão as dicas que seguimos e funcionaram para trazer o máximo de coisa possível:
1) Separamos todas as roupas mais ‘cheinhas’ que ocupam muito espaço e compramos saquinhos que fecham a vácuo na Tok Stok. Eles funcionam na base do aspirador de pó e podem ter resultados melhores se você ajoelhar sobre o saco e pressionar bem as roupas enquanto tira o ar com o aspirador.

2) Como temos MUITAS camisetas, usamos a técnica dos “rolinhos” que ocupam menos espaço na mala e podem ser enfiados em qualquer canto.

3) Os sapatos ficaram como moldura da mala, e nos buracos entre os saltos e dentro de tênis grandes enfiamos meias e etc.

4) Trouxe minhas lingeries mais delicadas dentro do meu porta soutien na mala de mão, para que elas não amassassem, nem perdessem o formato original. Além de trazer corpetes dentro de uma caixinha, mas tudo isso veio na mala de mão, pois a garantia de cuidado com malas que tenham a tag “Frágil”, é zero. Ou seja, tudo o que for mais frágil e estiver na mala despachada, envolva com o máximo de roupas possível, além de evitar colocar qualquer produto de valor na bagagem despachada.


Fizemos nossas malas e deixamos na sala, até o dia de irmos embora e peguei o Temaki grudado na mala, com uma cara péssima. Ele sabia tudo o que tava rolando e isso é o que mais me corta o coração. :(

Essa foi uma das cenas que mais me fez chorar, pois até então eu estava correndo tanto com documentos, traduções, malas, compras de coisas pra levar que não tive tempo pra me desesperar. E isso é extremamente positivo, visto que sou a pessoa mais desesperada e sentimental do mundo.

Depois de feitas as malas, chega o grande dia de viajar. Como você pode proteger seus pertences – de furtos, extravios e funcionários com más intenções – com atitudes simples?

Veja mais umas dicas abaixo:
1) Uma coisa que funciona muito bem pra não perder, estragar malas, nem ser roubado é colocar aqueles plasticos verdes envolvendo a mala, que tem em frente aos balcões de check-in. Eles conseguem proteger a mala e tornar o acesso impossível sme que seja notado com o primeiro contato visual com a mala, sem precisar abrí-la.
Para os que preferem ser mais ambientalmente corretos, tem uns ‘sacos’ para colocar mala feitos de lona ou nylon. Mas não encontrei nenhum suficientemente grande, para uma mala de 32 quilos.

2) Compre o cadeado com certificação TSA(Transportation Security Adminstration). Caso sua mala precise ser aberta pelas autoridades, ela não será danificada, pois ele possue uma chave mestre que todo fiscal de malas no mundo porta consigo. Todos cadeados aprovados pela TSA possuem o símbolo vermelho ao lado. ;)
>No link acima o preço está bem salgado, mas vi no Shopping Morumbi, em São Paulo, o mesmo por uns R$ 18,00.
A parte boa desse cadeado é que quando ele é violado, o simbolo se altera de cor e te avisa “sua mala foi aberta”.

Sem querer assustar, mas já sssutando, mesmo com um cadeado, é fácil abrir sua mala e fechar novamente sem que você note ao retirá-la do aeroporto. E caso você já tenha saído dele, bye bye ressarcimento. Eles só se responsabilizam por malas que não foram levadas para casa. Por isso se proteja: Cadeado + Plástico na mala.

3) Jamais deixe etiquetas de viagens passadas na sua mala. Isso é o que mais causa extravio de malas.

4) Use etiquetas de mala bem fortes, coloridas e bem presas. Isso te salva num possível extravio de mala, ou de alguém pegar ‘por engano’ sua mala na esteira. Isso vale pra algum penduricalho que você queira colocar para marcar sua bagagem, e deixar estampado *essa mala não é sua*. Também contam as malas chamativas e com desenhos, que facilitam o reconhecimento na esteira.

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